Gente, desde que resolvemos criar o blog ainda não postei nada aqui... estou sempre na correria, mas prometo melhorar!
Essa semana vi um assunto bem polêmico num dos blogs que acompanho, o Manual do Cafajeste. O post era sobre gravidez precoce.
Embora eu tenha amigas que já passaram por essa barra e hoje estão superbem, com filhos lindos, relacionamentos e carreira progredindo, não saberia discorrer sobre essa experiência. Meu dilema é outro...
Sempre fui muito independente e quis conquistar minhas próprias coisas...comecei a trabalhar cedo, ralei muito, juntei dinheiro e aos poucos fui concretizando planos, sonhos, viagens, carro, sapatos.
Nos últimos tempos, especialmente depois que terminei um namoro de 5 anos, meus maiores esforços foram concentrados na carreira. Soube me impor, mostrei competência e tive oportunidades que me levaram a uma guinada rápida. Hoje tenho um cargo ótimo, acompanhado de um salário que garante um bom padrão de vida, investimentos e mimos (ninguém é de ferro haha)…
Mas, ao melhor estilo Bridget Jones, agora que cheguei à casa dos 30 não me canso de ouvir familiares, amigos e subordinados (eles não falam, mas devem fazer apostas) perguntarem sobre casamento, desejo de constituir uma família, não ficar pra titia etc.
Não vou negar... sempre tendi ao romantismo (adoro filmes melosos, músicas grudentas e poesias), mas talvez por decepções e um ajuste à realidade em que vivemos, mudei muito meus conceitos sobre esses assuntos.
Pretendo casar, mas não vou fazer da idade uma caça desesperada por um marido, e acho que o casamento deve ser uma conseqüência natural da evolução de um relacionamento (e não o objetivo principal).
Até aí, só tem um problema...meu relógio biológico está a mil!!! Sempre amei crianças, babo em filhos de parentes, amigos, e sou doida para ter meus próprios cabeludinhos.
Meu maior medo hoje é eu estar me dedicando tanto à carreira e talvez não ter me dado tempo de conhecer uma outra pessoa, que “passe da hora” e eu seja uma tiazona frustrada o resto da vida.
Sei que a medicina hoje é fantástica, ainda estou superfértil e segundo minha médica isso dura mais uns dez anos, mas o problema maior é o timing. Sabe quando você sente que se deixar passar, não vai ter oportunidade novamente?
Já tive isso em relação a viagens, morar fora, mudar de emprego... em todas as vezes decidi não perder a chance, e acho que foram as melhores decisões que tomei.
Não sei se daqui a dez anos vou ter pique de ter um filho e curtir todas as experiências com ele, ou vou estar num cargo que não vai me permitir cuidar de uma família como quero, ou vou estar muito velha quando ele tiver irmãos, e me tornar uma mãe daquelas que eu xingo por serem ultrapassadas...
Não me arrependo de nenhuma das decisões (importantes) que tomei até hoje, e amo meu trabalho (também sou sugada por ele, hahahha) e minha vida hoje... mas tenho medo de olhar pra trás daqui uns anos e ver que é too little too late. E que deixei uma das maiores realizações e vontade de uma mulher escapar pelos dedos...
Alguém já passou por isso?? Aceito conselhos e queria opiniões da mulherada... terapia express online hahah ; )
P.S. Tudo bem que há outro detalhe, falta achar o príncipe encantado (ou um sapinho charmoso), mas esse assunto fica pra outros posts..
Beijos!!
Gi
Nenhum comentário:
Postar um comentário